sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Caminhos...


Dois caminhos... Ela olhava fixamente para o que estava a sua frente. Não conseguia decidir para onde deveria ir.

Já fazia alguns dias que estava perdida, toda vez que uma nova direção era tomada, ela voltava para o mesmo ponto.

Talvez aqueles novos caminhos fossem iguais aos outros, não a levariam para nenhum lugar, e ela continuaria perdida...

Olhando fixamente para cada um deles, tentou sentir o que lhe diziam o que enfrentaria... Mas percebeu que sua intuição havia lhe abandonado há muito tempo.

Seria fácil se a estrada tivesse alguma placa, alguma indicação do que encontraria mais frente, mas isso seria impossível, ela estava em um mundo que estas coisas não existiam... Talvez nunca tivessem sido inventadas.

Dois caminhos... Ela escolheu aleatoriamente um e finalmente o seguiu... Talvez voltasse no mesmo ponto, não importava, pois suas esperanças haviam sidas deixadas para trás.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Voar...



Parece que as palavras pulam do papel, tomam forma, criam asas e voam para longe...

Ela se lembra das coisas que deveria ter dito ou feito, mas não conseguiu... Por isso elas também criaram asas. Não voltam mais, estão perdidas para sempre...

Seus sentimentos estão presos em lugares que nunca conseguirão escapar, apenas observam de longe os que podem voar...

Agora é tarde demais para lamentar, tudo foi perdido. Só resta uma última tentativa... Voar em seus pensamentos.  


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Como Gelo


Já fazia alguns dias que ela sentia aquele estranho frio, era algo anormal... Não entendia como era possível a temperatura ter caído tão rapidamente.

Pela terceira vez ela regulava o termostato de seu apartamento, pois o frio estava se tornando algo insuportável.

Talvez um banho quente a ajudasse, seu corpo só assim pararia de doer tanto.




Entrando na banheira, nos primeiros minutos parecia que tudo estava bem, com o calor da água ela finalmente adormecera depois de tantas noites em claro...

Depois de algum tempo a dor começou a voltar, e ela despertou com aquele frio tão conhecido, abrindo os olhos percebeu que a água estava com uma camada de gelo, todo o seu corpo estava coberto por uma leve camada também, ela não entendia como aquilo era possível, parecia que estava envolta em um casulo frio e duro.

Tentou levantar, mas não conseguiu o gelo a prendia agora na banheira, começou a chorar, mas suas lágrimas também se transformavam em gelo quando escorriam pelo rosto.

Começou a esfregar seu corpo, talvez conseguisse controlar a temperatura, e não morresse congelada, mas quando chegou próximo ao coração sentiu a região mais fria que o restante do corpo... Naquele momento ela entendeu que o frio era seu, seus sentimentos já não existiam mais, seu coração estava frio transformando tudo ao seu redor também... Não havia nada que ela pudesse fazer, a morte já estava presente em sua vida, agora ela só estava tomando conta do seu corpo, pois seu espírito não existia mais.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Repetição


Ela arrumava suas roupas na mala de forma cuidadosa, as dobrando lentamente... Todos os seus passos eram previamente planejados.

Fechou com calma a mala, olhando pela última vez seu quarto, viu a foto de seu marido sobre a cômoda... Tudo parecia perfeito.

Saiu do quarto e percorreu a casa pela última vez, olhando e memorizando cada detalhe, queria mais tarde lembrar-se de tudo.

Abriu a porta e saiu em direção à rua, deveria ser rápida, pois seu marido poderia voltar mais cedo naquele dia. Entrou no carro e deu partida, saindo olhou pelo retrovisor uma última vez.

Andou algumas quadras pensando em tudo que estava deixando para trás, as brigas, as agressões, não só psicológicas, mas físicas também. Finalmente ela teria uma nova vida, nova chance.

Ficou dirigindo por cerca de meia hora, estacionou o carro e saiu, olhando novamente para sua casa. Ela tinha voltado como fazia todos os dias. Pegou sua mala, entrou em casa e começou a desfazê-la, colocando suas roupas novamente no armário.

Já fazia algumas semanas que este mesmo ritual estava sendo feito, todos os dias ela acreditava que seria diferente, que teria finalmente coragem em abandonar todo seu sofrimento, mas este dia nunca chegava.

Esperando na sala, a mulher ouviu o barulho que já era tão conhecido aos seus ouvidos. Em estado de alarme ela respirou fundo, e rezou para que a dor não fosse tão forte naquela noite, e que no dia seguinte ela finalmente encontrasse a coragem...
 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Prisão


Como uma prisão...
Não consegue gritar, nem se mover.
Sua força está a cada dia sendo dominada pelo medo.

Como uma prisão...
Tenta se libertar de tudo que a envolve,
Seus temores, suas ilusões, suas esperanças.

Como uma prisão...
A loucura se tornou a única forma de libertação.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Solidão


Ele já havia se acostumado com a solidão por muito tempo, sendo que a aproximação de outras pessoas em alguns momentos se tornara um sofrimento. Não sabia como agir nem o que falar.

Todo o dia gastava algumas horas em frente ao espelho treinando seu comportamento, modos e ações. Tudo era cuidadosamente calculado. Esta ação já se tornara uma doença, mas também era sua única segurança.

Quando saia de casa, sabia com quem iria falar e sobre o que, sua rotina não poderia ser alterada, e um desespero se apossava de seu corpo, quando este pensamento se aproximava.

Naquele dia sentado em frente ao mar, pensava nas coisas que poderia estar perdendo com este comportamento tão presente durante toda sua vida. Não agüentou mais a realidade e chorou, olhando para o lado viu uma mulher sorrindo, vestida de branco. Era estranho, pois ele não a tinha visto quando chegou somente a solidão era sua companhia...

Em seguida uma criança veio correndo até a mulher, uma menina aparentando seis anos ou menos, ele não sabia. Ela se jogou nos braços da mulher e depois saiu correndo pela praia, gritando e rindo, parecia que não havia preocupações em sua mente, tudo era perfeito...

Em seguida a criança voltou ao colo da mulher, naquele momento o homem já tinha certeza que eram mãe e filha, pelo menos a sua relação transparecia certa cumplicidade. As duas se levantaram e passaram pelo homem, desaparecendo diante de seus olhos.

Ele não acreditava no que via, ou pensava ver. Como era possível duas pessoas estarem ao seu lado e em seguida sumirem como se nunca tivessem existido?

Pensando racionalmente como todos os outros dias de sua vida, percebeu que não estava completamente sozinho. Possuía a solidão como melhor amiga acompanhada da loucura...



 
 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O Sentido da Vida


O homem sentava-se todos os dias no mesmo banco da praça. Isso já se tornara um costume. Todos os dias em busca de uma resposta... O porquê de ele estar vivo, qual era o sentido naquilo... Nem ele mais sabia...

Todos os dias percorria com o olhar as pessoas passando, em busca de um sinal, algo que o fizesse entender o verdadeiro sentido da vida. Sua cabeça doía há dias devido a esta dúvida, uma dúvida que o atormentava cada vez que ele estava naquele lugar.

Mas naquele dia em especial talvez tudo fosse diferente, algo novo poderia acontecer... Começou quando um vira-lata passou diante de seus olhos, correndo e latindo. No inicio o homem não deu nenhuma importância, era um cachorro como tantos outros que apareciam no local.

Depois de alguns minutos o mesmo cachorro passou novamente latindo, o que prendeu a atenção do homem por mais alguns minutos. Neste momento ele decidiu observá-lo um pouco mais.

O animal percorria toda a praça, latindo para as pessoas que passavam, mas não de forma ameaçadora, e sim convidativa, chamando suas atenções. Por um momento o homem riu, esquecendo de todas as suas dúvidas e medos.

O animal olhou por um momento o homem, e correu em sua direção, sentando ao seu lado. Não se passou nem um minuto o cão pegou um graveto e começou a desafiar o homem, convidando-o para um jogo, que para o cão seria mais interessante do que qualquer outra coisa.

O homem pegou o graveto da boca do cão, e com toda a sua força jogou o mais longe possível, direto em um chafariz. Neste momento ele teve certeza que a brincadeira havia parado, mas o animal não tinha a mesma opinião.

Correndo até a água, o cão pegou o graveto, voltou e deitou-se ao lado do homem onde dormiu profundamente, sem arrependimentos, medos ou ilusões, apenas aproveitando o momento...

Neste instante o homem sorriu, pois havia finalmente descoberto o verdadeiro sentido da vida...





sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Liberdade


Um homem sentado na ponte olhava para baixo a procura de algo... Talvez de uma resposta, uma resposta que nem ele sabia quando viria...

As águas do rio se moviam ferozmente prevendo uma tempestade que logo apareceria...


Ele continuava a fitar a água, não mais com dúvida ou medo, sua decisão já havia sido tomada, só estava esperando o momento certo.

Os primeiros pingos de chuva começaram a cair sobre a pele cansada e enrugada, neste momento o homem decidiu que deveria subir no ponto mais alto da ponte, havia chegado o momento...

Abrindo os braços sentiu a chuva por todo o seu corpo, lavando sua alma, tudo que havia de ruim em seus pensamentos. O único pensamento que tinha era a liberdade, liberdade esta que fez com que todos os seus problemas se tornassem parte da água e fossem embora.

Abriu os braços mais ainda e pulou...

Caindo novamente no asfalto, Sorriu. Começou a caminhar, estava voltando finalmente para casa, e junto o melhor sentimento que havia presenciado em toda a sua vida... Liberdade.


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Estranhos


Todos os dias ela se sentava no mesmo banco da praça, já era algo comum no horário do almoço. Não gostava de freqüentar restaurantes e nem acompanhar seus colegas de trabalho... Estava sozinha e gostava de continuar assim... Talvez a solidão fosse algo tão comum, que outra forma de vida era estranha aos seus olhos.

Do outro lado, um homem tinha o mesmo costume... Várias vezes a mulher observou aquele estranho que talvez compartilhasse um mesmo sentimento. Será que ele gostava da solidão? Será que ele se acostumara a ela também? Por mais que gostasse de estar sozinha sua curiosidade estava ficando a cada dia maior...

Hoje ela havia tomado uma perigosa decisão, ao menos para ela. Sentaria no mesmo banco que aquele homem. Talvez conversassem, trocassem algumas idéias... Ela já imaginava que os dois poderiam ter muitas coisas em comum, teve certo receio, mas estava decidida, hoje seria diferente...

Chegando à praça avistou de longe o solitário homem, no mesmo lugar... Foi caminhando decidida direto ao banco em que ele estava sentado. Sentou ao seu lado e começou a desembrulhar silenciosamente seu almoço. Ao mesmo tempo pensava desesperadamente em algo para começar uma conversa. Seria sobre o tempo? Muito fútil... Algo sobre política? Não... Delicado demais... Ela não sabia, o desespero foi aumentando, já estava arrependida da decisão que havia tomado.

Derrepente seu pacote de biscoitos caiu no chão, quando ela viu o que havia acontecido, o estranho já se debruçava para pega-lo, entregando a ela, sorrindo... Ela não sabia se naquele momento falava algo ou apenas sorria. Escolheu a segunda opção. Os dois se olharam por alguns momentos, somente pelo olhar se comunicaram, sabiam que a companhia um do outro era o suficiente, sem palavras, sem questionamentos. Apenas o silêncio...

Continuaram a comer, sem nenhuma palavra entre eles, apenas a cumplicidade de algo que somente eles entendiam... 


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Engano



Aquele pedaço de papel representava todo o sofrimento que uma pessoa poderia suportar... Pelo menos para ela.

Para quem estava de fora, não parecia grande coisa. Era pequeno, um pedaço estava rasgado, faltava o restante da frase... Mas isso não importava, para aquela mulher tudo estava claro.

O homem que tanto amava estava a abandonando, aquelas palavras nunca antes foram imaginadas. Ela não entendia...

Tudo acabou...” estas duas palavras poderiam ter sido ao menos pronunciadas, acompanhadas de uma explicação. Por que era tão difícil? Ela não entendia... Mas agora isso não importava, pois sua decisão já tinha sido tomada desde que teve em suas mãos aquele bilhete.

Na banheira com um navalha na mão, antes parecia tão fácil, mas agora só existia o medo, mas ela deveria continuar mesmo assim, seria tarde para voltar... Olhou pela última vez o papel rasgado, e tomou a decisão... A morte seria a melhor alternativa...


Do outro lado da cidade, um homem comprava duas passagens de avião para Espanha. Fazia algum tempo que esta viagem estava sendo adiada...

Pegando o cartão de crédito encontrou um pedaço de papel no bolso “... nossas férias serão mais cedo”. Lembrou do bilhete que deveria estar em cima da mesa. Tentou se lembrar como sua metade foi parar em seu bolso, mas não conseguiu. Isso não importava, daqui a pouco estaria em casa...


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Armadilha


Presa em uma armadilha que ela mesma criou... Seus sonhos se tornaram uma doença e sua cura agora se torna algo impossível.

Pela janela do quarto ela acompanha o movimento das pessoas pela rua... Cada pessoa possui uma história, ela gosta de imaginar isso. Talvez seja o único momento em que a armadilha se torna mais fraca. Seus pensamentos não possuem forma, são livres...

Ao final do dia, quando a noite chega não há nada para observar. Este é o pior momento. Quando o tempo para e o sofrimento se inicia.

No inicio eram apenas pensamentos aleatórios, mas agora é algo constante, intenso, sem controle.

Todos os seus amigos dizem que isso irá passar, mas eles não podem entender o que ela sente, apenas ela está presa em uma armadilha.

Tentando gritar, acorda assustada. Já são 9 noites sem dormir, os pensamentos estão cada vez mais fortes. Será que conseguirá agüentar mais uma noite?

Isso não importa, as amarras que ela mesma criou a impedem de lutar, o que resta? Para ela, só esperar que tudo isto finalmente acabe...

Talvez amanhã? Quem sabe? Para ela será só mais uma noite...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Medo


Ela fecha os olhos e sente um gosto amargo...
O vento se torna frio e pesado sobre seus ombros...
Criaturas estão atrás de uma vida...
O medo aparece em seus olhos, procurando sua alma perdida, sua fé...

Fé que tudo irá terminar quando finalmente acordar...
Mas não é um sonho, não é delírio...

Criaturas estão cada vez mais próximo.
Querem sua alma, sua fé, sua vida...

Tudo acaba tão rápido como teria começado...
Nada é real.

Foi descoberto tarde demais, pois o medo acaba de matá-la.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Prova final


O homem prepara o veneno com cuidado. Seus olhos mostram sofrimento, seu coração é rasgado a cada gota do liquido que cai sobre o vinho.  

Subindo as escadas a cada degrau lembra-se de sua vida, seu amor perdido. A vida que nunca mais terá.

Entra no quarto com o copo tremendo entre os dedos... Na cama, deitada, a única mulher que amou, respira com dificuldade. Sua mão, ao vê-la, treme ainda mais quase derrubando o copo.

A mulher o olha com o sofrimento estampado no rosto. Tenta falar, mas não consegue a doença lhe tomou todas as forças. O homem se dirige até a cama, se abaixando e beijando a face magra.

Senta ao seu lado e a toca, sentindo seus ossos sob a pele fria e áspera. Seu amor por ela é tão grande que ele a está deixando ir embora. Ela toma um pouco da bebida preparada por ele e agradece com o olhar. Não consegue falar, apenas gemidos saem da sua boca.

Depois de alguns minutos, sua respiração se torna pesada, seus olhos se fecham e a dor desaparece, pois a morte acaba de entrar em seu corpo.

O homem agora chora, pois seu único amor, a única pessoa que lhe devolveu a vida vai embora. Agora é tarde para lamentar... Desesperado olha o restante da bebida e decide que não irá abandoná-la novamente.

Deita ao lado do corpo sem vida, frio... Suas mãos tremem ainda mais, mas consegue beber o que resta do liquido maldito. Pega por fim na mão que esta ao seu lado. Seu corpo começa a amolecer, como último pensamento se sente feliz, pois nunca mais irá ficar sozinho, e os dois estarão juntos para sempre...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Desejo e medo


Seus olhos brilham no escuro,
Sua voz percorre meu corpo entrando como uma faca com a lâmina recém afiada.
Seu corpo por um instante permanece estendido no chão...
Parece sem vida, sem movimento...


O toco, e sinto sua respiração...
Meu desejo se torna mais forte.

Um cheiro característico percorre o ambiente.
Fechando os olhos tento identificá-lo...
É o cheiro da morte, do medo.

Seus olhos brilham no escuro,
Percebo que este medo é meu... 
Esta morte, talvez seja para mim...

Agora é tarde demais...
Você é como a morte... 
Mas meu desejo é mais forte.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Morte


O pássaro cantava uma música de adeus... Seus pequenos olhos percorriam o quarto a procura de algo... Já fazia alguns dias que sua visita era algo constante, intensa. Sua visita era a única coisa que se tornara algo real.

Sozinha na cama, em um quarto frio e sem vida, uma mulher deitada com pés frios e rígidos, frios como seus sentimentos, suas esperanças...

O sol entrando pela vidraça da janela, já se tornara um inimigo, a cada toque em seu corpo, a dor se tornava cada vez mais insuportável. Entretanto a dor se tornara também uma companhia...

Seu corpo doía ao contato de uma pequena brisa, por isso a janela fechada, por isso o pássaro observava de longe...

Sozinha na cama, a mulher com uma foto desgastada pelo tempo em seu peito. A foto do único homem que a amou, mas também o único que a feriu com suas palavras...

Talvez não o visse mais, não sentisse mais o seu cheiro, mas ainda sentia sua presença, a loucura a dominava a cada dia.

Sozinha na cama, agora a morte como companhia, morte lenta, rindo de seus pecados, seus sonhos destruídos.

O pássaro continuava a cantar cada vez mais fraco, o ar dentro do quarto se tornava cada vez mais pesado, a dor finalmente acabara...

Sozinha na cama, um corpo sem vida que o pássaro observou. Suas visitas nunca mais seriam percebidas...
 
 

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

7 Vidas


Desejo viver de forma plena os 7 dias da semana...
Desejo observar os 7 dias de cada fase do luar...
Por 7 dias minhas células demoram a renovar...
Com as 7 notas musicais desejo olhar as 7 cores do arco-íris...

Quero conhecer as 7 maravilhas do mundo...
Será que tenho 7 vidas também?

Com alma de felino, brinco, pulo, caço...
Não sou dominada e muito menos guiada...
Preciso ser conquistada, vou quando quero e aonde quero.

Com alma de felino, possuo 7 vidas...